Existem três tipos de raios:
- Raios que partem da nuvem para o solo (tipo mais comum).
- Raios que partem do solo para a nuvem (tipo menos comum).
- Raios que parte de uma nuvem para outra.
O número de descargas que ocorrem no nosso planeta pode chegar a 100 x p segundo, quase o nr de batidas das asas de um beija-flor no mesmo intervalo, cerca de 90 vx.
Embora eles possam surgir até num céu limpo, em tempestades de areia ou gelo, os raios são gerados apenas num tipo de nuvem: a cumulonimbo, diferente das outras por ter maior extensão vertical (a base está situada a 2 km de altura do solo, enquanto o topo fica 18 km acima). O ar quente e húmido próximo ao solo, mais leve que o ar frio da alta atmosfera, sobe e vai arrefecendo, até chegar ao topo da nuvem, que registra cerca de 30 graus centígrados negativos. Então, o vapor de água que estava misturado ao ar quente vira granizo e despenca, atritando com outras partículas menores, como cristais de gelo, fazendo com que ambos fiquem eletricamente carregados. O granizo - que acumulou carga negativa - vai para a base da nuvem, enquanto os cristais de gelo, com carga positiva, continuam a ascensão para o topo da nuvem, por serem mais leves. Quando a diferença entre as cargas do topo (positivo) e a base (negativa) da nuvem fica muito intensa, ocorre o relâmpago.
A diferença de tempo entre o relâmpago e o correspondente trovão ocorre porque a luz é muito mais veloz (300 mil km/segundo) que o som (362 m/s no ar, à temperatura de zero grau centígrado), chegando assim muito mais rápido ao observador. Pode-se até calcular a distância de onde o raio caiu até o observador pelo tempo que demora para ser ouvido o trovão: cada três segundos do tempo entre o relâmpago e o trovão equivalem a aproximadamente um quilometro de distância (cinco segundos equivalem a uma milha). O trovão é causado pela rápida expansão do ar - que é aquecido pelo raio a cerca de 30 mil graus centígrados, cinco vezes mais que a temperatura na superfície do Sol.