As paredes do Bairro Alto escondem um museu, efémero. O Movimento Acorda Lisboa (MAL) fez um levantamento das «obras de arte» e destaca na poluição visual os grafittis «que são verdadeiramente artísticos». «Recolhemos ao todo cerca de 82 peças, e ficaram reunidas no portfolio do museu 33 obras de 33 artistas, nacionais e estrangeiros», contou à Lusa Daniel Oliveira do MAL, para quem não se coloca a questão de se graffitti é ou não arte.
«Grafitti é arte, ponto final. É um meio que acaba por estar profundamente vivo, com diferentes estilos, expressões e artistas, pertencentes a diferentes gerações. Há vários meios de aplicação e diferentes mensagens. No Bairro Alto vemos isso tudo junto. Temos peças de artistas que têm 20 anos e de outros de 50 e mais anos», defendeu.
No site do museu, www.museuefemero.com, está disponível para download um mapa, onde estão sinalizadas todas as obras, bem como um podcast, com explicações sobre as mesmas.
Numa das peças expostas, da Dalaiama, equipa de duas graffiters portuguesas, vemos gaivotas e circunferências estaladas. Daniel Oliveira explica que esta é uma obra «profundamente política».